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Contrário

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Mais uma jogada à Portas

Paulo Portas apareceu em cena para efectuar mais uma jogada das suas, daquelas que consegue iludir os mais incautos e os absolutamente crentes.

 

Em causa está a polémica sobre os debates televisivos, a decorrer durante a próxima campanha eleitoral. E no centro da polémica estava a participação do líder do CDS nos frente-a-frente. As televisões haviam proposto a realização de debates frente-a-frente entre os primeiros candidatos de cada partido/coligação, com assento parlamentar. É óbvio para toda a gente com dois dedos de testa que, estando o CDS a concorrer coligado com o PSD, naturalmente que o candidato a representar a coligação nos debates seria Passos Coelho, já que Paulo Portas aceitou convenientemente não se candidatar a primeiro-ministro nas próximas legislativas. Se assim não fosse, também Heloísa Apolónia teria direito a marcar presença nos frente-a-frente. Mais. Caso se considerasse que Paulo Portas tinha direito a marcar presença nos debates, ainda gostaria de ver o frente-a-frente entre ele o seu mais que tudo (a prazo) Passos Coelho. Sim, porque se é para debater entre líderes partidários, os dois teriam que se enfrentar. Patético!

 

Porque razão se tratou de uma jogada à Portas? Paulo Portas pode ser tudo, mas não é estúpido. Ele foi o primeiro a perceber que nunca faria sentido participar nos debates (e rejubilou com a ideia), já que é o número dois da coligação (ah... a sua vocação para ser n.º 2). Portas não perdeu a oportunidade para marcar os seguintes pontos:

 

  • Aparecer em cena;
  • Fazer a figurinha do injustiçado e do político que não tem medo de nada;
  • Provocar uma reacção negativa nos líderes do partido socialista (que cairam que nem patinhos na esparrela);
  • Enviar uma mensagem forte para dentro do seu partido mostrando que, aconteça o que acontecer, é preciso contar com o Paulinho para o futuro (também os seus seguidores cairam que nem patinhos).

 

Paulo Portas é o menos interessado em marcar presença em debates frente-a-frente. Se ele pudesse nem apareceria em acções de campanha, aliás, com toda a certeza que vai tentar passar despercebido entre os pingos da chuva. Portas sabe que é muito mais provável que o PS vença as eleições do que a coligação e, nesse caso, estará irrevogavelmente disponível para se encostar aos socialistas no poder. Caso vença a coligação, siga para bingo!

 

E, em último caso, se Paulo Portas não for tido nem achado na solução governativa para a próxima legislatura, terá sempre consigo os seus subservientes aduladores.