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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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RAPIDINHA

Sempre a apoiar o nazismo, o "nazionismo" e o genocídio. E sempre a regurgitar a propaganda de Washington. Coisinha repelente.

Manifesto dos 50 ou o "bloco central" a estrebuchar

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A Provedora da Justiça recebeu, hoje, os representantes do “Manifesto dos 50”. E o que é o “Manifesto dos 50”? Apresentam-se como um grupo de “cidadãos” muito interessados no estado da justiça. Defendem, entre outras coisas, a separação de poderes e a reforma do sistema de justiça.

Este grupo – de “cidadãos comuns” – alega que o Ministério Público “interfere no poder político” e que viola as “exigências do Estado de Direito democrático”. Exigem ainda a responsabilização da Procuradora-geral da República, bem como dos magistrados do Ministério Público.

Vejamos, se é verdade que o Ministério Público comete várias falhas, nomeadamente no que respeita à violação do segredo de justiça, também é verdade que este grupo de “cidadãos comuns” só se sente incomodado quando os visados são indivíduos que ocupam ou ocuparam lugares de poder, lugares de topo nos três partidos que governam Portugal há 50 anos.

A verdade nua e crua é que este grupo de signatários que constitui o “Manifesto dos 50”, mais não é do que um grupo de indivíduos pertencentes aos três partidos do poder (PS, PSD e CDS) e mais uns quantos peões de brega que servem os interesses desses partidos – o bloco central – nas mais diversas esquinas mediáticas.

Eles não estão interessados em melhorar o sistema judiciário, muito menos na separação de poderes. A única coisa que pretendem é pressionar o sistema judiciário, de maneira que este se lembre de que há intocáveis no país e de que o poder judiciário deve pensar duas vezes antes de se meter com o poder político.

Contudo, não se percebe muito bem o seu descontentamento com a actuação do Ministério Público. Como bem se tem visto, a forma como o Ministério Público tem conduzido as suas investigações ao poder político, só tem contribuído para que “a suspeição geral” levantada sobre esse poder resulta sempre numa mão cheia de nada, levando a que a população, em geral, considere que, afinal, a suspeição sobre o poder político não faz sentido e de que todos os políticos são honrados e honestos.

O mais recente visado pelo Ministério Público até deu um salto na sua carreira política, tendo ido parar ao lugar que muito almejava. Mas não deixou de fazer de conta que se sentiu muito incomodado com a actuação do Ministério Público e PGR.

Portanto, não se iludam, porque todo este folclore – protagonizado por ambos os lados – apenas serve para distrair a malta e perpetuar o poder nas manápulas dos mesmos de sempre.

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