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Contrário

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RAPIDINHA

Marcelo e a corrupção

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Hoje celebra-se o Dia Internacional Contra a Corrupção. E bem no centro do turbilhão dos últimos acontecimentos, Marcelo Rebelo de Sousa (pai do doutor Nuno Rebelo de Sousa) sublinhou - numa nota que publicou no site da Presidência da República - "a necessidade de se elevar a consciência crítica junto das elites políticas e económicas de forma a inverter uma nefasta perceção pública sobre os efeitos que o fenómeno da corrupção tem em certos sectores de atividade em Portugal".

Trocado por miúdos, aquilo que Marcelo disse - muito objectivamente - foi que "as elites políticas e económicas" (vulgo, poder instituído ou poder estabelecido) têm que ser mais eficientes a fazê-las, para inverter a nefasta percepção pública sobre a corrupção latente em Portugal.

Ou seja, aquilo que muito incomóda Marcelo não é a existência de corrupção em tudo que é corredor e esquina de poder neste país, mas sim o facto de as pessoas começarem a aperceber-se de que isso é mesmo uma realidade. E é por essa razão que Marcelo alerta os "senhores do poder" para que as façam como deve ser, pela calada e sem deixar nenhum rabo de fora.

Para Marcelo, não é a corrupção que deve ser combatida, mas sim a percepção de que ela realmente existe. O mesmo significa dizer que se o povo não a percepcionar, ela deixa de existir. E é também por essa razão que, poder político, poder económico e comunicação social estão sempre de mãos dadas a controlar a percepção pública.