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RAPIDINHA

Máscaras vs Certificados Digitais COVID

A partir da próxima Segunda-feira, dia 13 de Setembro, o uso de máscara na via pública - nos termos da lei ainda em vigor – deixará de ser obrigatório. No entanto, a Direcção-Geral da Saúde e o Governo continuam a recomendar o uso da máscara em determinadas situações, ou seja, em situações onde se verifica a aglomeração de pessoas.

Ora, a lei ainda em vigor não obriga ao uso da máscara na rua ou em espaços ao ar livre quando há distanciamento físico, pelo que não se compreende a razão pela qual a lei não vai ser renovada. Entre a lei do uso da máscara que não vai ser renovada e aquilo que a DGS e o Governo recomendam não se vislumbra nenhuma diferença, no entanto, a lei vai cair. Portanto, durante o Verão até para ir à praia era necessário usar a máscara, agora que estamos mais perto de entrar na época em que os vírus respiratórios estão mais activos e agressivos é que se lembram de retirar a proibição e passar apenas à recomendação, que funciona sempre muito bem, tal como os apelos ao bom senso.

Dizem que por estarmos quase a atingir a meta da vacinação, já podemos pensar em aliviar determinadas restrições. Não sei se as autoridades (políticas e da saúde) já se aperceberam, mas há um ano, com vacinação zero, os números da pandemia não eram tão maus quanto agora, com mais de 80% das pessoas já vacinadas. Com a variante delta ainda num elevado nível de incidência e transmissibilidade, com a forte probabilidade de aparecerem novas variantes e com o aproximar das estações do Outono e Inverno – com a reabertura das escolas e tudo o resto - como é possível pensar em relaxamentos?

Já agora, estando a poucas semanas de atingir a vacinação completa da quase totalidade de pessoas elegíveis (cerca de 98%), por que razão ainda se continua a exigir o Certificado Digital COVID? Se esta obrigatoriedade nunca fez sentido (em nenhum dos sentidos possíveis), muito menos faz agora, em que a quase totalidade das pessoas está prestes a ficar com a vacinação completa. Qualquer dia, vai faltar apenas uma pessoa por vacinar e ainda vão continuar a obrigar a esta coisa estapafúrdia, inconstitucional, controladora para uns e violadora da liberdade para outros.

Não se espantem – sobretudo aqueles que aderiram alegremente ao uso do Certificado Digital COVID – que entretanto venha a ser necessário a terceira dose da vacina, para que se possa ter acesso a um certificado válido.

Por enquanto, podem ficar já com a certeza de que a terceira dose da vacinação – aquela que as autoridades da saúde e o Governo dizem que ainda não se vislumbra como necessária – vai avançar, logo que os 85% da vacinação completa seja atingido. Se bem se lembram, foi anunciado um estudo serológico em lares que, cirurgicamente vai apresentar os seus resultados assim que não haja mais ninguém para vacinar (lá para a última semana de Setembro). Daí decorrerá a decisão de vacinar com a terceira dose os mais velhos, os mais fragilizados e depois, todos os outros. Até porque existem milhões de vacinas – cujo preço sofreu um brutal aumento - em stock nos laboratórios que, por sua vez, não estão muito interessados em enviá-las para os países mais pobres, onde a vacinação praticamente não existe.