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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Modus Operandi de Carlos Alexandr(i)

É já um clássico que caracteriza a forma de actuação do juiz Carlos Alexandre e do Ministério Público. Esta dupla acredita cegamente – porque a Justiça assim o deve ser – que a melhor forma de obtenção de provas é realizar buscas nas casas ou empresas dos suspeitos, meses ou anos depois de se ter levantado a suspeição.

O juiz Carlos Alexandre e o Ministério Público depositam todas as suas capacidades justiceiras nesse momento fulcral que é o da realização das buscas, mesmo depois de toda a comunicação social ter noticiado as suspeições até à exaustão – durante meses ou anos - e da própria Assembleia da República ter realizado as suas famosas comissões de inquérito.

Carlos Alexandre e o Ministério Público não têm dúvidas de que, nessas buscas tardias, vão apanhar os prevaricadores com a boca na botija. Consta até que a primeira diligência incide sobre o gabinete dos indivíduos suspeitos, onde Carlos Alexandre entra e se dirige imediatamente até à secretária e, com o seu especial faro para a coisa, levanta o pisa-papéis e diz: “Aha! O que é que temos aqui?”.

Se por azar, as provas ali não se encontrarem, Carlos Alexandre ordena ao Procurador que procure por uma pasta classificada como: “Contém documentos tóxicos. Não mexer.”.

Se mesmo assim não resultar, a equipa de justiceiros dirigir-se-á a toda a velocidade para o domicílio do suspeito, sem a mínima dúvida de que encontrarão as provas penduradas na porta do frigorífico.