Montanhas e montinhos de esterco

Uma tal de “jornalista” com queda para apresentar a Festa de Natal da C+S, ou para ser júri num concurso onde desfile um jovem mocetão a quem lhe possa afinfar, introduziu o tema do genocídio em Gaza da seguinte forma: “Amanhã passa um ano desde os ataques do Hamas contra Israel, o gatilho que nos trouxe a esta terrível situação que estamos a viver na região”.
Perante esta cirúrgica e nojenta nota introdutória, o “montinho concentrado de esterco” retorquiu: “Amanhã faz um ano… que se deu aquele hediondo, brutal atentado terrorista do Hamas em Israel. Porque tudo começou com o Hamas, não foi Israel que começou.” E ainda acrescentou que tudo isto é muito terrível do ponto de vista humanitário, porque há cerca de 100 reféns israelitas. Só depois fala sobre os milhares de mortos em Gaza, que ele considera que são mortos de um lado e do outro, palestinianos e israelitas.
Portanto, a jornalista de merda introduz o tema recorrendo a uma afirmação falsa. Disse que os ataques de 7 de Outubro de 2023 foram o gatilho de toda esta situação. Bem, normalmente, quando se aperta o gatilho de uma arma, ela tende a dar um coice, por vezes forte. Neste caso, o coice deve ter sido tão forte, que fez com que os ataques do Hamas a 7 de Outubro de 2023 fizessem com que Israel assassinasse centenas de milhares de palestinianos, desde há 70 anos antes do dia 7 de Outubro de 2023. Mas que grande coice deu a patética, incompetente e mentirosa dona Pedreira(?).
Já o “montinho concentrado de esterco” salientou o ataque “terrorista, hediondo e brutal” do Hamas, alegando que foi esse o pecado original. E ainda concentrou todas as suas preocupações para com os cerca de 100 reféns israelitas, cujas vidas valem muito mais do que a dos milhões de muçulmanos daquela região. Os mais de 40 mil palestinianos inocentes que foram brutalmente chacinados depois desse dia, para este “montinho concentrado de esterco” são apenas danos colaterais.
Hoje, a comunicação social vai dedicar-se especialmente a repetir todas as mentiras que proferiram incessantemente há um ano, ou seja, de que o Hamas violou, torturou, matou, queimou pessoas vivas, trucidou bebés, etc. Praticamente nada disso aconteceu, o Hamas levou a cabo um ataque de resistência e retaliação, com o objectivo de sequestrar pessoas israelitas para servirem de moeda de troca com as dezenas de milhares de cidadãos inocentes palestinianos que se encontram em cativeiro nas prisões israelitas, onde são torturados diariamente, e onde muitos deles são brutalmente assassinados, à boa maneira nazi.
Ou seja, a comunicação social, em geral, mas sobretudo este canal de merda que nunca deveria sequer ter atingido a maioridade, continuam a celebrar o nazismo, o apartheid, o genocídio, a xenofobia e o racismo. Para estes montes de esterco, os palestinianos, os libaneses, os sírios, toda aquela gente do Médio Oriente (com excepção dos israelitas, claro) não são gente. A comunicação social é profundamente racista, xenófoba e nazi. E tudo isto se faz diariamente – 24 horas sem parar – e as autoridades competentes nada fazem. Aquilo a que se assiste na comunicação social é um crime. E não é pequeno. Um crime totalmente impune, porque nesta bela democracia há quem tenha toda a liberdade para mentir, para ser racista, xenófobo, nazi, genocida e promotores das mais violentas atrocidades contra os direitos humanos, sem que lhe aconteça rigorosamente nada.
Toda esta gentalha de merda – incluindo governantes - vai continuar a afirmar que os actos de resistência e retaliação do Hamas ou do Hezbollah constituem os ataques terroristas mais hediondos da história. E que Israel só se está a defender, como é seu direito. Quando a verdade que grita até fazer sangrar os ouvidos é completamente ao contrário.
Esta é a atitude da comunicação social e do poder político em relação a praticamente tudo o que se passa no mundo, isto é, montar e propagar narrativas completamente distorcidas e contrárias à verdade dos factos. Assim se serve a narrativa terrorista e belicista de Washington e seus interesses económicos imperialistas.
Nunca antes se tinha visto tanto monte de merda disfarçado de ser humano.