Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

“Não paramos. Estamos On”, dizem eles…

ss.jpg

Os trabalhadores independentes continuam impossibilitados de requerer a renovação do pedido de apoio extraordinário à redução de actividade económica. As mais recentes notícias dão conta de que o apoio referente ao mês de Maio ainda não foi concedido porque o respectivo formulário, que deveria estar disponível online, ainda não foi disponibilizado.

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social informou que o formulário esteve disponível, no passado Sábado, mas que entretanto foi retirado, porque o formulário continha um novo requisito que, segundo Ana Mendes Godinho, causou “bastante desconforto e alguma preocupação”. Parece que o novo formulário obrigava os beneficiários a declarar, sob compromisso de honra, que teriam de retomar a “actividade profissional no prazo de oito dias”, como se isso dependesse exclusivamente das suas vontades. Estou certo de que a maioria nunca teria solicitado o apoio, muito menos teria parado de trabalhar se a tal não se vissem obrigados.

Os trabalhadores independentes (a sua maioria) sempre foram mal-amados por parte dos governos, algo que não se compreende, principalmente este desamor que o actual governo demonstra para com os trabalhadores independentes a quem devem, pelo menos, a enorme redução da taxa de desemprego verificada nos últimos anos.

Além de mal-amados, ainda têm que levar com esta atitude persecutória por parte do Estado. O governo anuncia medidas de apoio a esta classe de trabalhadores, medidas essas que até nem são grande coisa, mas depois falha categoricamente na sua aplicação. O atraso verificado nos serviços da Segurança Social já cheirava a esturro, uma vez que eles dizem que “não pararam e estão sempre on, mas agora não resta qualquer dúvida que há instruções claras para empecilhar o procedimento. Recorde-se que, já em Março, andaram a solicitar o IBAN aos beneficiários, quando essa informação já se encontrava disponível nos serviços.

Mas o cenário é bem pior daquilo que tem sido noticiado, já que não é apenas o apoio referente ao mês de Maio que está em atraso, também o de Abril está por efectuar em muitos dos casos. Existem muitos trabalhadores independentes que, já em Abril, não puderam realizar o pedido do apoio extraordinário relativo a esse mês porque, também nessa altura, o formulário não esteve disponível no site da Segurança Social. Aliás, muitos trabalhadores, só receberam o apoio relativo ao mês de Março no decorrer do mês de Maio, algo que, agora, parece fortalecer a ideia de que existe instruções para emperrar os apoios a quem trabalha, quer trabalhar e não pode.

Para causar ainda mais transtorno, a Segurança Social tratou de efectivar muitos dos apoios já concedidos por meio de vales CTT, mesmo depois de ter anunciado como obrigatório o pagamento por transferência bancária. Tanta trapalhada, tantos erros e tantos atrasos num serviço que “não pára e está on”, não pode ser obra do acaso.

Como sempre, temos um Estado perseguidor e que tudo faz para dificultar a vida a quem já tem dificuldades de sobra, mas que é sempre muito lampeiro a passar cheques milionários a bancos falidos.