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Nos tempos da ciência do Facebook

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A rede social Facebook decidiu remover – ao abrigo do tão famigerado “fact checking” – artigos publicados pelo “British Medical Journal” (BMJ), que é somente uma das publicações médicas e científicas mais prestigiadas do mundo.

Em Novembro de 2021, o BMJ publicou um artigo (ver aqui https://www.bmj.com/content/375/bmj.n2635) sobre as declarações de uma investigadora acerca da falta de integridade dos dados relativos à fase de testes da vacina da Pfizer. Trata-se de um trabalho de investigação totalmente credível e que levantou seríssimas preocupações que, no mínimo, deveriam despoletar o interesse de qualquer jornalista digno desse nome. Entre as principais preocupações assinaladas nessa publicação está o seguinte:

- Os participantes nos testes da Pfizer não foram devidamente monitorizados após as injecções das vacinas;

- Falta de acompanhamento dos participantes que experienciaram efeitos adversos;

- Várias falhas dos protocolos clínicos que não foram reportados;

- Vacinas que não foram armazenadas à temperatura recomendada;

- Etc.

Quem quiser poder ler o artigo e constatar por si próprio.

A questão que gostaria de levantar é: Por que razão a comunicação social não foi atrás da verdade? Por que razão nem sequer falaram no assunto?

Reparem, se uma pessoa altamente qualificada para abordar estas matérias e que testemunhou de perto a fase de testes da Pfizer expõe tão inquietantes falhas, não seria razão mais do que suficiente para que se fosse imediatamente atrás do assunto? Mais, se uma publicação tão reputada como o British Medical Journal faz a devida cobertura do assunto e confirma as preocupações levantadas pela whistleblower, não é estranho que quase toda a comunicação social tenha ignorado o assunto?

Algumas publicações - nomeadamente britânicas e norte-americanas – apenas vieram descredibilizar as afirmações da investigadora, sem terem efectuado qualquer tipo de trabalho de investigação. É assim que realizam o seu fact checking. Como gozam do estatuto de mainstream media, basta-lhes dizer o que lhes aprouver e está reposta a verdade - a sua verdade.

É assim que funciona a comunicação social e o jornalismo, na lógica da verdade científica do Facebook. Aquilo que a equipa de fact checking do Facebook – paga pela Johnson & Johnson para temas relacionados com as vacinas contra a Covid-19 – decide que é científico ou desinformação é aquilo que os senhores jornalistas papam e propagam, porque também eles vivem no mundo das redes sociais e completamente aturdidos e atolados nessa maravilhosa realidade.

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