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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Nunca Cuba precisou tanto de Fidel Castro

Morreu Fidel Castro. A notícia já chegou a todos os cantos do mundo. Como é habitual nestas situações, multiplicam-se as manifestações de pesar.

 

Fidel Castro comandou a revolução cubana e liderou o país durante mais de 50 anos. Uns chamam-lhe o “Comandante”, porém outros preferem apelida-lo de ditador. A controvérsia sempre esteve presente na sua vida. Mas, como poderia ser diferente quando se bate o pé ao imperialismo norte-americano?

 

Hoje vejo gente a festejar a morte de um homem que, como poucos, defendeu a autonomia do seu país e a integridade do seu povo. Pior que isso é constatar que muitos dos que festejam são cubanos ou, pelo menos, dizem-se cubanos. A maioria deles vive nos EUA e os que vivem em Cuba preferem entoar o “The Star-Spangled Banner” do que sentir com emoção cada palavra do “La Bayamesa”.

 

Realmente, ele há coisas do diabo. Num tempo em que Donald Trump se aproxima da cadeira do poder é, no mínimo lamentável vermos cubanos, em pleno território norte-americano, a festejar a morte de um homem que lutou durante décadas a defender o seu povo de gente como Trump.

 

Em Março deste ano, Fidel e Raúl Castro receberam Barack Obama e estava dado o primeiro passo para o reatar das relações políticas entre Cuba e os EUA. A partir desse momento estavam reunidas as condições para levantar o embargo económico e restabelecer as relações comerciais entre os dois países. Mas agora, com a chegada de Trump ao poder tudo isso será, muito provavelmente deixado para trás.

 

“El Comandante” disse, um dia, que “Todos os inimigos podem ser vencidos”. Ele estava certo.

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