Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

O jornalismo falacioso continua

parangona_sic.jpg

No Jornal da Tarde da Sic de hoje, o jornalista Bento Rodrigues introduziu uma reportagem dizendo o seguinte: “Os internamentos em cuidados intensivos estão a subir de forma cada vez mais preocupante. Nesta altura há 93 pessoas e há unidades em que a maioria das pessoas não receberam a vacina”. Pois, ele deveria ter dito “recebeu” e não “receberam”, mas, não sejamos tão exigentes com um jornalista.

O mais grave problema na sua afirmação nem é o erro de português, mas sim o objectivo claro e inequívoco de atirar para cima das pessoas não vacinadas – que são uma minoria, em Portugal – a questão do agravamento dos números nos últimos dias. Portanto, numa altura em que o discurso acerca da elevada eficácia das vacinas, sobretudo no que respeita à contenção da propagação do vírus, mas também na protecção contra a doença grave começa a perder substância, ainda há quem tente espalhar fake news, em plena hora de ponta dos noticiários.

Segundo informação da própria SIC, apenas em duas unidades de cuidados intensivos existem mais doentes não vacinados do que vacinados e, ainda assim, não poderemos dar esta informação como verdadeira, já que na reportagem apresentada não houve nenhuma confirmação por parte de qualquer entidade responsável a corroborar aquilo que foi dito pela SIC e seus profissionais.

Mesmo que seja verdade, note-se que serão apenas duas unidades em que isso se verifica, sendo que em todas as outras acontece precisamente o contrário. Mas a parangona é dirigida para aquilo que quase não acontece e não para o verdadeiro problema.

Este tipo de jornalismo é simplesmente asqueroso, contudo, facilmente desmentível pela realidade. Ou seja, estes “jornalistazecos” querem passar para a opinião pública a ideia de que as pessoas que estão em risco de vida nos hospitais são doentes não vacinados, quando a realidade dos factos demonstra que não, desde logo porque os mortos verificados há largas semanas são todos vacinados. Imaginem qual será o comportamento destes “profissionais”, se por azar calha de falecer uma pessoa não vacinada, de entre as poucas que se encontram em UCI.

Agora, ficam as perguntas: A quem é que esta gentinha serve? E o que recebem em troca?

2 comentários

Comentar post