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RAPIDINHA

A cotação do petróleo continua em queda, mas os combustíveis vão aumentar. Porquê? Porque sim. Além disso, o Euro2024 está a começar e andam todos distraídos a bater palmas ao autocarro da selecção... portanto, é uma boa altura para aumentar os preços.

O Natal é quando o Costa quer

O Primeiro-ministro anda há semanas a dizer que é preciso salvar o Natal. Outros se lhe juntaram nessa encantada missão que é “salvar o Natal”. Eu não sei muito bem o que é que isso significa, mas, nos tempos que correm, acho que todos se dariam por muito felizes se, no Natal, estivessem com saúde, mesmo que para isso o Natal tenha que ser celebrado de forma diferente. Isto, numa perspectiva de quem gosta de celebrar o Natal, já que a época natalícia é completamente indiferente a muita gente.

Mas, o mais espantoso é que falta mais de um mês e meio para o Natal e, como referi atrás, António Costa já anda com o Natal na boca há semanas, o que torna a situação ainda mais absurda. António Costa, enquanto Primeiro-ministro de Portugal deveria estar preocupado em implementar medidas de controlo da pandemia numa perspectiva consistente e de longo prazo e não apenas em como vai “salvar o Natal”, como se estivesse a arranjar uma desculpa para tudo o que de mal está a acontecer e ainda pode piorar antes do Natal. A estratégia de Costa é transferir as preocupações da pandemia para momentos isolados (como o Natal ou as férias de Verão), numa tentativa de retirar o foco no que está a acontecer. Lembremo-nos que Costa também quis “salvar o Verão” e os resultados estão à vista. Agora só quer “salvar o Natal”, como se o tempo que vem depois do Natal não interessasse para nada. Depois vê-se.

Costa é assim, um Primeiro-ministro que vive o dia-a-dia a pensar nas férias de Verão e, mal estas acabam, já só consegue pensar no Natal. O resto do ano é para sofrer. E o povo português já deveria estar habituado a isso, não é verdade senhor Primeiro-ministro?

No que respeita à pandemia, a governação de António Costa tem sido assim, focada em momentos cirúrgicos, como se o vírus desaparecesse no resto do tempo. Um governação sempre atrasada, sempre atrás do prejuízo, quase sempre desajustada e sempre baseada no “vai-se indo e vendo”. Mas, no que respeita ao Natal, que em Portugal não é mais do que um jantar em que se come bacalhau e peru (segundo o próprio Costa) e depois, à meia-noite, vem o Pai-Natal e traz um saco cheio de sonhos lindos para todos, Costa aposta na antecipação, porque um ou dois dias plenos de espírito natalício (para os que lá chegarem com saúde) vale pelo ano todo. Ainda assim, veremos o efeito das medidas.

Como é certo e sabido que o Pai-Natal não vai trazer uma cura para a Covid-19, o que será que o mais alto governante do país tem reservado para o período pós-natalício? Talvez António Costa invente um novo Natal porque, afinal, o Natal é quando o Costa quer.

Vai-se indo e vendo...

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