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O país não pode ficar refém dos caprichos de meia dúzia de mercenários

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) convocou uma greve por tempo indeterminado, para reivindicar uma série de tretas, às quais a maioria dos portugueses não tem acesso. Saliente-se o facto de este pequeníssimo sindicato existir há menos de 6 meses. Deve ser gente muito especial.

 

Para ser sincero, nem quero saber quais as razões que estes mercenários reivindicam. O que veio a público é mais do que suficiente para perceber que muitos milhões de portugueses têm muitas mais razões para se queixarem. Além disso, os contornos que revestem esta greve são demasiado obscuros e depressa se percebe que o protesto é infundado. Mas aquilo que mais me assusta e com o qual não me conformo é o facto de um país estar completamente dependente de meia dúzia de maçarros. O país não pode estar sujeito a uma situação destas. Eu não aceito que se diga que o Governo não pode fazer nada, senão garantir serviços mínimos e tentar interceder por uma solução. É certo que a distribuição é assegurada por empresas privadas e que o Governo pouco pode fazer, mas se é assim, então que se mude as leis. O Estado tem que servir para muito mais que “serviços mínimos”, até porque esses mínimos são claramente insatisfatórios. Então, se a situação se prolongar, o que vai fazer o governo? Sentar-se à mesa com o referido sindicato e pedir-lhes, com muito jeitinho, que não perturbem o dia-a-dia de milhões de portugueses?

 

Imaginemos que a greve se prolonga por várias semanas. Já algum político/governante parou para pensar na gravidade da situação? Há pessoas que já não têm como se deslocar para o seu emprego. Muitos trabalhadores dependem exclusivamente do uso da sua viatura para trabalhar e, neste momento, são muitos os que já não o podem fazer. Até os serviços públicos de transporte começam a dar sinais de possível supressão e paralisação. Pior que isso, os distribuidores de medicamentos já estão a suprimir entregas às farmácias e a situação pode piorar muito. Imaginem também o que poderá acontecer com a falta da recolha de lixo, ou os problemas nas telecomunicações que podem não ter solução rápida, ou a falta de abastecimento de produtos de primeira necessidade nas lojas.

 

E eu nem quero admitir a possibilidade das viaturas de emergência ficarem impossibilitadas de socorrer pessoas e bens, por causa desta quezília, que mais parece uma guerrinha entre empresas privadas concorrentes. E que pode fazer parar, mesmo, o país. Nem o Governo ou Assembleia da República tem tanto poder sobre o país. Inaceitável.

 

Não, senhores governantes. Eu não aceito que alguém possa ter tanto poder sobre um país que se reconhece como um Estado de direito democrático. Como referi anteriormente, se as leis actuais não permitem fazer mais do que aquilo que está a ser feito, então que se mude as leis rapidamente. Se é para termos um país refém dos achaques de meia dúzia de boçais, então é preferível viver em anarquia.

 

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