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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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O pecado (pouco) original de Adão e… Silva

Pedro Adão e Silva foi o escolhido pelo Governo para o cargo de “comissário executivo dos 50 anos do 25 de Abril”. Acrescente-se que os 50 anos do Dia da Liberdade – que só acontece em 2024 – terá a duração de cerca de cinco anos e meio, portanto, estaremos a celebrar os 50 anos do 25 de Abril pelo menos até dois anos depois desse aniversário. Vai ser uma festarola inclusiva, inspirada em celebrações minoritárias como os casamentos da etnia cigana. Está bem.

Rui Rio já veio dizer que a escolha é “absolutamente escandalosa”, porque Pedro Adão e Silva “é uma pessoa marcadamente do PS”, que anda por aí a defender o Governo e o PS em tudo que é esquina, até mesmo nas esquinas alaranjadas. Recordemos que Pedro Adão e Silva já foi membro do secretariado nacional do PS. Rio vai mais longe e diz que esta nomeação poder ser vista como um “pagamento pelos serviços prestados ao PS”. Rio também disse que Adão e Silva vai auferir a modesta quantia de 4.500 euros por mês, cerca de 320 mil euros em cinco anos e meio.

António Costa não perdeu tempo em responder a Rui Rio, mesmo dizendo que por respeito ao líder do maior partido da oposição iria ignorar. Costa classificou as afirmações de Rui Rio como “insultuosas”.

Já Marcelo Rebelo de Sousa optou por dizer que a escolha de Pedro Adão e Silva é “muito consensual” e tem o seu aval.

E, em suma, podemos afirmar com toda a segurança que todos eles estão absolutamente certos nas suas tomadas de posição e respectivas afirmações. Pedro Adão e Silva é apenas mais um, entre muitos casos de nomeações pecaminosas e outras tantas entradas e saídas pela famigerada porta giratória que o chamado Bloco Central tanto aprecia. É assim que funciona o Bloco Central, que mesmo parecendo estar em dessintonia, está mais afinado que nunca.

Nunca antes tivemos um cenário político como o actual, em que Presidente da República, Primeiro-ministro e líder do maior partido da oposição são – muito provavelmente – os três maiores exemplos daquilo que representa o Bloco Central e o quanto ele tem trabalhado em prol destas conezias.

São também – muito provavelmente – das pessoas que mais razões têm para comemorar os 50 anos do 25 de Abril com tanta jactância. Foi óptimo para eles e para os seus.

Não estou a dizer que o 25 de Abril foi uma coisa má e que não deveria ter acontecido, muito pelo contrário, o que estou a afirmar é que o 25 de Abril já deveria ter acontecido há muito tempo. Pelo menos há uns 50 anos. Se calhar ainda vamos ter que esperar mais 50.

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