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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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O Presidente, os “partidos de governo” e a direita antifascista

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Na declaração que o Presidente da República fez ontem à noite ao país confirmou-se aquilo que já todos esperavam – a marcação de eleições antecipadas para o dia 30 de Janeiro de 2022. Claro que para alguns, a data até parece que não foi escolhida a pensar no interesse do PSD, já que Paulo Rangel havia defendido que as eleições deveriam ocorrer no final de Fevereiro, isto depois daquele encontro em Belém com Marcelo, onde ambos concubinaram o esquema, para que agora a data de 30 de Janeiro parecesse que não foi escolhida, única e exclusivamente a pensar nos interesses do PSD. Marcelísses às claras.

Outra curiosidade que se tem ouvido ultimamente, nomeadamente nas reacções ao anúncio feito pelo Presidente e que a comunicação social faz questão de martelar, é que a decisão de Marcelo é perfeitamente aceitável, mesmo que esteja a favorecer o “seu” PSD, porque – dizem muitos deles – o PSD é um partido de governo. Bem, nós já estávamos habituados a falar em partidos do arco da governação, que se refere aos partidos que já tomaram parte nos governos constitucionais, mas agora a expressão é bem mais específica, pois pretende cristalizar a ideia de que só podemos ter governos do PS ou do PSD. Ou seja, o mesmo de sempre, aqueles que apregoam que o Bloco Central seria um desastre para o país, são aqueles que estão sempre a tentar perpetuá-lo.

Outra técnica que está a ser muito veiculada pela comunicação social – sempre independente e imparcial – é a de recorrer a uma espécie de terapêutica que visa ressuscitar os partidos da “direita democrática” que, como sabemos, estão no fundo do poço a digladiar-se para ver quem consegue subir à tona. Tem-se ouvido alguns dizerem que os partidos da “direita democrática” (PSD e CDS) são dois bastiões fundamentais da Democracia em Portugal, pois ao contrário do que acontece noutros casos, PSD e CDS são dois partidos que, sendo de direita, emergiram da luta contra o poder ditatorial fascista.

Foi, foi. A esses eu pergunto aonde é que foi parar toda aquela malta fascista e seus sabujos, depois do 25 de Abril. Inscreveram-se no PCP, não foi?