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O PS a dar tudo para perder votos

Aquilo que mais aprecio no Partido Socialista é a sua infalível propensão para perder votos, quando está na mó de cima. Usando uma linguagem tenística, o PS é, provavelmente, o partido que comete mais erros não forçados. Quando o PS está em clara ascensão nas intenções de voto, logo se apressa a cometer erros atrás de erros conseguindo, com bastante eficácia, contrariar essa tendência.

 

Após o escândalo familygate que, como já se percebeu, não é exclusivo a um só partido, o que decide fazer o PS para resolver o problema? Legislar. De facto, não há melhor forma de acabar com as suspeitas de nepotismo, de favorecimento e corrupção do que legislar sobre essas matérias, para que passem a estar blindadas a qualquer tipo de desconfiança. Veja-se por exemplo o que aconteceu com as novas leis sobre lobbying e sobre os deputados-advogados.

 

Portanto, o PS é apanhado num escândalo de nomeações que envolvem um ramalhete de laços familiares, o que já é bastante mau e, para mitigar o problema opta por avançar com legislação, mesmo em cima de eleições. O PS deveria saber que não necessita de legislação para terminar com este problema nas nomeações, basta seguir as regras do bom senso, da moral, da ética e da probidade política. Será assim tão difícil?

 

Mas muito pior que querer legislar à pressa, para fazer transparecer a ideia de que se está verdadeiramente interessado em resolver o problema (como se aqueles que agora desejam legislar sobre o assunto não fossem os habituais prevaricadores) é a proposta de legislação que pretendem ver aprovada. O Primeiro-ministro já havia dito que o problema estava apenas nas nomeações directas e, agora, o PS vem propor uma lei que não permita nomeações directas, mas que possibilite nomeações cruzadas. Bem, isto já é para lá de péssimo.

 

Vejamos, à luz do pensamento que o PS tem sobre este assunto e ao abrigo da proposta de lei que pretende ver aprovada, essa suposta nova lei impediria que, por exemplo, António Costa e Carlos César nomeassem as suas respectivas mulheres para suas assessoras. No entanto, a nova lei deixaria claro e transparente que, caso António Costa nomeasse a mulher de Carlos César e este retribuísse o favor, nomeando a sua, então tudo estaria dentro dos parâmetros legais, éticos e morais.

 

Como referi no início, há coisas no PS que nunca me desiludem.

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