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Contrário

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O Seguro morreu de velho?

Há um ditado popular que diz que “o seguro morreu de velho”, mas o Seguro do PS morreu de velho ou de novo? Ou será que ainda não morreu?

 

Depois dos resultados verificados nas eleições europeias, António Costa decidiu avançar para a liderança do Partido Socialista, mas será este o momento certo? Note-se que António José Seguro liderou o PS a uma vitória categórica nas eleições autárquicas há não muito tempo e, também agora nestas eleições europeias, ainda que por uma margem pequena. Convém também não esquecer que não é tarefa fácil para nenhum líder socialista conquistar o eleitorado, depois das campanhas e perseguições anti-socialistas dos últimos anos.

 

Outra situação curiosa prende-se com o facto de o PS ter ganho estas eleições e a coligação PSD/CDS ter perdido de forma estrondosa, mas o líder que tentam derrubar é o do partido vencedor. É bom também salientar que em 28 países da UE, os socialistas apenas conseguiram um resultado melhor que em Portugal, em apenas 2 países, tendo-se verificado inúmeras derrotas (Espanha é um excelente exemplo). Mesmo assim, em Portugal prefere-se atacar os socialistas que, repito, venceram as eleições, do que enfatizar aquilo que realmente deveria ser posto a nu – a magnificente derrota da Direita. Vejam só como eles andam caladinhos!

 

Ora, é aqui que reside o ponto essencial desta discussão. Se estas eleições europeias servem para se perceber se o PS está ou não em condições de ser governo, também deveriam servir (e de uma forma muito mais vincada) para se perceber que a actual coligação não tem condições de governabilidade. Ou será que os resultados das europeias apenas têm leituras para um dos lados? Acho impressionante que depois de tantos protestos contra esta coligação e, após a histórica derrota no passado Domingo, ninguém queira tocar neste ponto, preferindo o incompreensível ataque ao Partido Socialista.

 

Mais impressionante é ver gente com tanta responsabilidade dentro do próprio Partido Socialista a agir da mesma forma. Parecem mais interessados em dividir o partido, uma vez mais, do que salientar o óbvio, isto é, que a coligação que governa Portugal não tem condições para continuar.

 

Reparem bem, no Domingo à noite Seguro exigiu a demissão do governo e logo no dia seguinte é confrontado com a sua própria saída, por alguns notáveis do seu próprio partido.

 

Este é o problema do PS, a falta de foco no essencial e na realidade. E a realidade é uma só, neste momento as pessoas já não suportam a coligação que está no poder, mas também não querem que o PS seja o único partido a governar. As pessoas querem um PS forte nas convicções de Esquerda e, sinceramente, esse não me parece ser um problema que se resolva apenas com a mudança de líder. O PS pode e deve preparar-se para ser uma verdadeira alternativa de Esquerda, fiel à matriz socialista, mas deverá ter em conta que, muito provavelmente não conseguirá obter uma maioria parlamentar, pelo que terá de começar a apresentar os possíveis cenários de governação. Resumindo, a questão é muito simples: Com quem se vai coligar o PS? Seja Costa ou Seguro a liderar. É isso que as pessoas querem saber.

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