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Contrário

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RAPIDINHA

A cotação do petróleo continua em queda, mas os combustíveis vão aumentar. Porquê? Porque sim. Além disso, o Euro2024 está a começar e andam todos distraídos a bater palmas ao autocarro da selecção... portanto, é uma boa altura para aumentar os preços.

Olha, voltou o “vírus da China”

Como é que estamos de “hashtags” anti-chinesas?

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Todos os cidadãos que venham da China têm de apresentar um teste negativo à Covid-19, para poder entrar no nosso país. Como é hábito – em tudo -, Portugal segue obedientemente as instruções da União Europeia que, por sua vez, segue todas as instruções emanadas pelo mestre, em Washington.

Para tentar justificar o injustificável, alega-se que a sub-variante chinesa é mais contagiosa. Será que isso faz algum sentido?

Primeiro, não há nenhuma evidência científica de que isso seja verdade. Como sempre, os “especialistas” deturpam a realidade para dar cobertura a uma série de decisões políticas inaceitáveis. Obviamente que a taxa de contágios subiu em flecha, após a queda da maioria das medidas restritivas implementadas na China. Se até há bem pouco tempo quase não havia casos, porque as pessoas estavam confinadas, a partir do momento em que caem quase todas as medidas restritivas era de se esperar um aumento exponencial do número de casos. Tudo normal. Isto, por si só, não significa que a variante seja mais contagiosa, porque o cenário social mudou radicalmente. Ou seja, os contágios podem estar a aumentar não porque a sub-variante é mais contagiosa, mas porque as pessoas (milhões e milhões) passaram a estar muitíssimo mais expostas.

Segundo, e ainda mais absurdo. Nos EUA há uma nova sub-variante da Ómicron que tem provocado um aumento exponencial dos casos de Covid-19. Aqui sim, existem fortes suspeitas de que se trate de uma sub-variante mais contagiosa, pois não existe nenhum outro parâmetro de avaliação que se tenha alterado, pelo que o enorme aumento do número de casos poderá dever-se à evolução do vírus.

Como todos já se aperceberam, não há nenhuma medida de controlo ou restrição à entrada de pessoas provenientes dos EUA. Portanto, aquilo a que estamos a assistir é o habitual conluio ocidental que visa discriminar e ostracizar a China. É a habitual orquestração de Washington que só tem como objectivo guerrilhar e demonizar aqueles que considera seus inimigos. Como ainda não conseguiram uma guerra real contra a China (por procuração ou não), tentam desesperadamente combatê-los noutros campos de batalha.

No início de 2020, altura em que se confirmou a pandemia, Donald Trump (à data, Presidente dos EUA) referia-se ao novo coronavírus como o “vírus da China”. E, se bem se lembram, todos caíram em cima dele acusando-o de proferir afirmações altamente irresponsáveis e sem qualquer fundamento científico. Acusaram-no também de ser racista, xenófobo e de instigar esses sentimentos na população. Alguns foram ainda mais longe ao responsabilizá-lo pelo aumento do número de ataques feitos contra cidadãos asiáticos e pelo aumento de acções extremistas e de ódio.

Agora, o cenário político é outro. No poder estão os “democratas” (os “bons”), mas a atitude para com a China e o povo chinês é exactamente a mesma, porque aquilo que estão a dizer – com o habitual compadrio da comunicação social – é que “é preciso ter cuidado com o vírus que vem da China”, como se ele já não estivesse disseminado por todo o mundo há mais de três anos.

Na verdade, a única diferença entre Trump e o bando de “democratas” de Biden é que Trump parece andar três anos adiantado. Já quanto aos bacocos da União Europeia, esses andarão sempre a reboque de quem quer que esteja no poder em Washington.

Gentalha indecente.

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