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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Oposição hiperactiva

Os últimos dias têm revelado um frenesim por parte dos partidos da oposição.

 

O PPD/PSD desafiou o governo a avançar com nova reforma na Segurança Social; a implementar medidas que visam a melhoria da qualificação dos portugueses (educação e formação); pediu esclarecimentos ao Ministro da Defesa por causa da demissão do CEME (Chefe do Estado Maior e do Exército); o PPD/PSD quer saber se o “banco mau” enunciado por António Costa vai onerar os contribuintes; quer o Ministro da Educação e o Secretário de Estado do Desporto a dar explicações sobre a demissão deste último; e, finalmente, apresentam medidas que visam a valorização do território…

 

O CDS também vive um momento de soltura política e também quer o Ministro da Educação no Parlamento para dar explicações sobre a demissão do Secretário de Estado; também quer que o “amigo” de António Costa vá ao Parlamento explicar-se; propõem um pacote de medidas para prover a natalidade e a família (sendo que não especificou qual o conceito de família a usar). Gosto particularmente da proposta de alargamento aos avós do direito de gozo da licença parental. Também achei piada à proposta que prevê estender o horário de funcionamento de creches e estabelecimentos pré-escolares para o período nocturno e fim-de-semana. Mas estas são apenas duas das muitas propostas que o CDS pretende apresentar, agora que se encontram na oposição. E a acrescentar a tudo isto, ainda propõe a criação de uma comissão parlamentar para avaliar a implementação de todas os projectos enunciados e ainda um “portal online” onde esteja toda a informação sobre estas políticas.

 

Depois de quatro anos em que nada fizeram para reformar o sistema de Segurança Social, onde bateram todos os recordes no que respeita à oneração dos contribuintes como forma de tapar os enormes buracos da alta finança, depois de terem sobrecarregado as famílias portuguesas com um aumento colossal de impostos e cortes no rendimento, depois de terem derruído as esperanças dos jovens e das jovens famílias, levando muitos destes a emigrarem e, sobretudo, depois de aparentemente terem ultrapassado a fase do azedume pós constituição do actual governo, querem, agora que estão na oposição, propor que os outros façam aquilo que nunca se interessaram em fazer, sendo que algumas das propostas são um absurdo.

 

A oposição está agora na fase de hiperactividade que, apesar de ser preferível à do marasmo, não deixa de evidenciar um certo estado patológico.

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