Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

RAPIDINHA

“Stalin assinava um acordo secreto com Hitler. Nove dias depois, começava a II Guerra Mundial”. São os FdP (Fanáticos da Propaganda), uma vez mais, prostrados de quatro e levar com os bacamartes de Washington e a latir a sua propaganda. É verdade que Estaline assinou um acordo com Hitler, em Agosto de 1939. Mas em que consistiu esse acordo? E já que falam na II Guerra Mundial, como é que ela acabou? Não me digam que foi com o desembarque na Normandia… Ah! Os heróis da Normandia!

Os guardiões da “boa informação”

fake_news.jpg

Os guardiões da “boa informação” dizem-nos que o exército russo está a destruir a Ucrânia. Dizem-nos – incessantemente – que o exército russo tem arrasado várias cidades ucranianas. Dizem-nos que por onde passam deixam um rasto de morte e destruição.

E ainda nos presenteiam com o palavrório diário do senhor Zelensky, que também farta-se de afirmar que Putin está a destruir a Ucrânia, e que depois disso vai avançar para outros países europeus. Zelensky aparece todos os dias a implorar por mais armas, aviões, para que se feche o espaço aéreo e até mesmo para que a OTAN intervenha directamente no conflito.

Portanto, quem ouve, lê e vê a “boa informação” fica com a sensação de que o exército russo está mais forte do que nunca. E que é uma ameaça para toda a Europa e para o resto do mundo.

Simultaneamente, a mesma “boa informação” diz-nos que a estratégia de invasão do senhor Putin está a ser um desastre – recordemos que apenas dois dias após o início da invasão, já nos dizia que Putin havia perdido a guerra. A “boa informação” diz-nos também que Putin não faz ideia do que se passa no terreno e que o seu exército está até a recusar combater. Ainda acrescentam que as tropas russas não têm munições nem comida e que já morreram cerca de 15 mil soldados.

Em suma, segundo a “boa informação”, o exército russo é uma máquina de destruição maciça que tem de ser parada antes que seja tarde demais e, ao mesmo tempo, dizem-nos que o exército russo não passa de um conjunto de tropas mal preparadas, sem estratégia, sem munições, sem comida e cujos militares quinam a cada esquina.

Sabemos que a isenção, o profissionalismo e a competência no jornalismo são coisas do século passado mas, pelo menos até há bem pouco tempo ainda evidenciavam alguma coerência na falta de todos esses predicados. Agora nem isso.