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Contrário

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Passos Coelho concede direito a... respirar!

Passos Coelho quer “fazer a função pública respirar”, afirmando que é necessário “remover entorses” e ”corrigir situações”. Talvez por se estar a comemorar os 40 anos da Liberdade, Passos Coelho queira lembrar aos portugueses, em particular aos funcionários públicos que, por se terem portado tão bem nestes últimos 3 anos, lhes será concedido o direito a respirar.

 

Como é seu hábito, Passos Coelho atira para o ar um conjunto de sandices sem explicar, uma e uma só vez que seja, o que realmente pretende fazer. E porquê? Porque, em realidade, ele não sabe, nunca soube e jamais saberá o que é governar um país. A sua berrante impreparação para ser Primeiro-ministro é de tal forma notória, que ele não tem outro remédio que não seja colocar a voz naquela tonalidade fanfarrona e mentir, mentir compulsivamente.

 

Passos “quer fazer a função pública respirar”, mas só um bocadinho, levantando ligeiramente as patorras dos pescoços dos desgraçados para que encham os pulmões de ar e, irremediavelmente, voltem à mesma condição, mas com novo fôlego para aguentar. Ou então é só impressão minha e Passos Coelho estaria apenas a referir-se aos muitos funcionários públicos que pretende mandar para a rua, para que respirem à vontade.

 

Passos Coelho disse também que o seu governo conseguiu defender o Estado Social e que os próximos anos serão “radicalmente diferentes”. Contudo, deixou bem claro que os salários não serão restituídos. Ainda referiu que discorda de Cavaco Silva quando este se referia aos “excessivos sacrifícios” impostos pelo governo ao longo dos últimos anos, mas simultaneamente, Passos disse que há “espaço de manobra para fazer o que o Presidente da República disse” (isto é, corrigir esses excessos). Bem, que trampolineiro o senhor Passos Coelho!

 

O Primeiro-ministro é mesmo um “manobrador”, um verdadeiro mitomaníaco que no meio dos seus devaneios deixa sempre cair algo de verdade e, neste caso concreto, o único facto verdadeiro que saiu da sua boca é que os salários não serão restituídos e ponto.

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