Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Peculiaridades lusas sobre as eleições em Angola

angola_resultados_eleições.jpg

Os resultados provisórios apresentados pela CNE angolana dão a vitória ao partido MPLA, com maioria absoluta. Apesar de ter conseguido resultados importantes, sobretudo em Luanda, a UNITA já veio alegar que existem irregularidades no processo eleitoral.

Obviamente que nenhuma irregularidade relevante vai ser comprovada. E até aposto que os digníssimos observadores portugueses que se deslocaram até Angola para “fiscalizar” o processo eleitoral – em cima do acto eleitoral - vão aparecer a dizer que tudo decorreu debaixo do mais cândido ambiente democrático. Reparem, de Portugal viajaram Paulo Portas (CDS), José Luís Arnaut (PSD) e Carlos César (PS). Três figurões dos três partidos que governaram Portugal desde o 25 de Abril. Três dos maiores habilidosos que a política nacional já partejou. Três amigalhaços do "Zedu" e de João Lourenço.

Bem, até pode ser verdade que tudo tenha corrido sem que se tenha verificado qualquer irregularidade. Mas aquilo que é realmente peculiar reside no facto de toda a gente em Portugal, mais concretamente todos os partidos e toda a comunicação social estarem totalmente convencidos de que os processos eleitorais em Angola decorrem em perfeito clima democrático, sem que um só elemento que seja venha levantar a mínima suspeita sobre os resultados eleitorais, mesmo quando o maior partido da oposição apresenta argumentos válidos para pelo menos gerar umas singelas dúvidas.

Não. Estão todos de acordo e todos certos de que tudo correu dentro da lei. É no mínimo estranho. Como toda a gente já deve ter dado conta, o PCP tem um legado de boas relações com o partido MPLA, que tem controlado o poder em Angola há 47 anos e que vai continuar a controlar por mais cinco.

Não sei… se calhar sou só eu… mas, assim de repente, tenho a sensação de que situações semelhantes que se passam noutras paragens têm levado toda esta gentalha – políticos e comunicação social - a cair em cima do PCP e a acusá-los de branquear autocracias, poderes absolutos e a levantar todas as suspeitas e mais algumas sobre os actos eleitorais dessas mesmas paragens.

Estranho. No caso de Angola estão todos com o PCP. Eu diria até que estão bem mais avante do que o PCP. Digam lá se não é bonito.

2 comentários

Comentar post