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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Profissionais do “alegadamente”

Há alegados profissionais da comunicação social que se revelam verdadeiros profissionais do “alegadamente”. Há-os para todos os gostos, desde os superiores directores de informação, passando pelos mais simples jornalistas-peão, até aos mais variados apresentadores e comentadores de alegados programas de informação. Trata-se de um alargado conjunto de profissionais altamente especializados na estratégia do “alegadamente”. Hoje em dia não é nada fácil ser-se profissional da comunicação social e falar apenas daquilo que se compreende e daquilo que é matéria de facto. Se todos os profissionais da comunicação social respeitassem essa conduta, mais de metade dos programas televisivos, jornais e revistas desapareceriam.  

 

Assim, para que haja espaço para todos e, principalmente, para que haja assunto é necessário falar e escrever sobre tudo e mais alguma coisa, principalmente, acerca de assuntos sobre os quais não se domina e, pois claro, acerca daquilo que "alegadamente" é notícia e do que “alegadamente” são factos.

 

Portanto, vivemos no mundo das suposições e dos cenários conjecturados, muitas vezes construídos em cima de hipóteses manhosas. E quando se vive no mundo das hipóteses, tudo é admissível, tudo lhes é permitido. É, na verdade, a situação ideal para quem tem uma vida profissional dependente das alegadas patranhas.

 

Diariamente, alegados jornalistas que alegadamente trabalham em alegados órgãos de comunicação social, alegam um rol de alegados factos que, por sua vez, foram alegados por outros alegados profissionais que alegadamente trabalham noutros alegados órgãos de comunicação social. Esta alegada situação de “pescada de rabo na boca” parece ser um verdadeiro manjar, que alimenta grande parte desta alegada boa gente que prolifera na comunicação social.

 

Viva o alegado jornalismo que, alegadamente pretende informar os cidadãos.