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Rui Rio e a partidarização dos cargos

O líder do PSD, Rui Rio, considera que a nomeação de João Galamba para a Secretaria de Estado da Energia significa que "o Governo está a partidarizar esta pasta". Rio pensa que Galamba não tem formação nesta área e que era melhor colocar um técnico nesse cargo. Além disso, Rio considera que o anterior Secretário de Estado, Jorge Seguro Sanches, “estava a fazer um percurso que demonstrava alguma independência, alguma autonomia nas suas políticas e decisões”. Rio prevê que agora não será assim, mas “vamos ver”, disse o líder do PSD. Eu tinha a ideia de que a Direita estava um tanto incomodada com a forma como Jorge Seguro Sanches estava a lidar com as energéticas, nomeadamente a EDP. Deve ser só impressão minha.

 

Bem, vamos por partes. Eu gostaria que Rui Rio me explicasse de que forma é que um Governo não é partidarizado. Não tenho memória de algum Governo que o não fosse e prevejo que isso não vá acontecer tão cedo. Caro Rui Rio, todas as pastas de um Governo são partidarizadas, não me diga que se um dia chegar a Primeiro-ministro vai abrir concursos independentes, para recrutamento e selecção de ministros e secretários de estado.

 

Agora o facto de Galamba não ter formação na área da Energia. Será assim tão importante? Até pode ser. Mas os argumentos que servem para defender a ideia de que na Secretaria de Estado da Energia deveria estar um técnico especializado, são os mesmos que servem para defender exactamente o mesmo para todas as outras áreas ministeriais e respectivas Secretarias de Estado. E, assim sendo, muito poucos dos políticos que conhecemos alguma vez teriam feito ou fariam parte de Governos, porque quase nenhum é especialista de coisa alguma.

 

Mais incrível ainda foi quando disse que o anterior Secretário de Estado “estava a fazer um percurso que demonstrava alguma independência, alguma autonomia nas suas políticas e decisões”. Vejamos, eu não tenho a certeza perante quem, Rui Rio considera que Jorge Seguro Sanches demonstrava “alguma independência” e “alguma autonomia”, se para o lado do Estado ou para o lado das empresas que operam no sector. Seja como for, não faz sentido o que disse Rio. É que qualquer Secretário de Estado ou governante deve estar 100% comprometido com a defesa dos interesses do Estado. Já em relação às empresas energéticas, a independência e a autonomia deve ser total, não apenas “alguma”.

 

Portanto, em relação à mais que provável nomeação de João Galamba para a pasta da Energia, o melhor é mesmo esperar para ver. Nesse aspecto, Rui Rio teve “alguma” assertividade.

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