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Contrário

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RAPIDINHA

Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino.

São medidas de caça ao voto e nada mais

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Perante o enorme aumento do custo de vida o Governo – muito a contragosto – lá decidiu atirar umas migalhas aos pombos. E, pior que isso, muitas dessas migalhas são desperdiçadas em pombos de papo cheio. Não se percebe que o Governo atire a mesma quantidade de migalhas quer para os pombos esfomeados, quer para os pombos de papo cheio, ou de papo razoavelmente satisfeito. E para piorar ainda mais, a questão do IVA a zero para produtos essenciais que, como se pode antever será mais uma desculpa para que aqueles que fixam os preços desatem a surripiar esse valor. Com uma agravante, a de que em vez de o valor do imposto ir para os cofres do Estado – que o poderia e deveria direccionar para quem mais precisa – irá ficar nas mãos daqueles que há mais de um ano se estão a aproveitar da situação para aumentar ainda mais os seus lucros.

Se o Governo não conseguir encontrar uma maneira de fixar preços máximos - admissíveis - para os produtos essenciais, a descida do IVA para zero não terá qualquer efeito, porque aqueles que têm o poder de fixar os preços vão continuar a aumentá-los, pelo menos até ao valor do IVA, alegando que se deve aos custos das matérias-primas ou outra desculpa esfarrapada qualquer.

O problema do brutal aumento dos preços deve-se à inflação, mas acima de tudo deve-se à ganância de quem tem o poder para fixar os preços que, invariavelmente aproveitam a desculpa da inflação para aumentar muitíssimo mais os preços e os seus lucros. Daí decorre que a redução do IVA seja uma péssima medida para combater o aumento do custo de vida e o reconhecer de que o Estado, ou melhor, o Governo não é competente para regular o sector económico. Nem quer ser.

E, para finalizar, mais um bom exemplo daquilo que é o “socialismo” do Partido Socialista. Um funcionário público que aufira um salário mensal de 761 euros terá um aumento de 25,22 euros, por outro lado, um funcionário público que receba 1.320 euros terá direito a um aumento de 30,80 euros. Não haja dúvida de que se trata de uma medida socialista.

Portanto, se entre estes dois trabalhadores existe uma diferença salarial de 559 euros, doravante essa diferença aumentará para 564,58 euros. Um governo socialista tomaria medidas para reduzir a diferença salarial e não o contrário. E ainda há quem apelide este governo de “marxista”.

Patetas, nunca leram uma linha de Karl Marx. 

 

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