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Contrário

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Se há imunidade celular, qual a razão para a dose de reforço?

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Um estudo realizado pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) concluiu que mais de 90% das pessoas vacinadas com duas doses da vacina apresentam imunidade celular, que se refere à capacidade de as células memorizarem a informação que – quando em contacto com o vírus – lhes permitirá desencadear a produção de anticorpos e evitar as formas mais graves da doença.

Carlos Cortes, director do serviço de Patologia do CHMT, disse que “o organismo das pessoas tem memória para o vírus e que, em contacto com ele, as células desencadeiam logo uma série de mecanismos, nomeadamente, a produção dos anticorpos circulantes que vão actuar”. E acrescentou que “vão produzir umas substâncias – adoro esta precisão científica - e vão activar outras células”.

Mas, esta explicação dada pelo senhor Carlos Cortes – ainda que de forma simplista - não é aquela que sempre prevaleceu em relação ao mecanismo de actuação de qualquer outra vacina? E, já agora, como podem os “especialistas” que realizaram este estudo ficarem tão surpreendidos com o facto de estas vacinas desencadearem a imunidade celular? Então, isso já não estava dado como garantido, por parte de quem desenvolveu as vacinas?

Bem, existem muitos estudos científicos que atestam que as vacinas mRNA não produzem efeito de memória nas células T, mas ignoremos agora esse facto e aceitemos que é verdade aquilo que o senhor Carlos Cortes e o CHMT concluíram a partir do seu estudo.

Ora, se apesar da descida abrupta da imunidade humoral, a eficácia das vacinas se mantém – a um nível superior a 90% - devido à imunidade celular que este estudo comprova, por que razão estão a ser administradas doses de reforço direccionadas a toda a população?