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Se Shireen Abu Akleh fosse ucraniana…

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Shireen Abu Akleh – jornalista palestiniana – morreu em serviço durante um ataque israelita na Cisjordânia. Paz à sua alma. Shireen era uma jornalista e repórter da estação Al-Jazeera e era muito conhecida pelo seu corajoso trabalho. Era considerada uma heroína pelo povo palestiniano.

Shireen estava a fazer a cobertura de mais um ataque israelita. Estava devidamente identificada com um colete que continha a palavra “PRESS” em letras garrafais, colete que era à prova de bala, mas que infelizmente não lhe valeu de nada, já que o projéctil atingiu-lhe a cabeça, numa espécie de execução ao estilo mafioso.

A comunicação social ocidental noticiou o trágico acontecimento como se fosse apenas mais um percalço para juntar ao interminável genocídio que ocorre naquela região há décadas. A comunicação social ocidental adoptou uma postura de “isenção” e noticiou que a morte de Shireen Abu Akleh é atribuída ao lado israelita pelo lado palestiniano e vice-versa.

Mas aquilo que nós bem sabemos é que se Shireen Abu Akleh fosse ucraniana e tivesse sido assassinada num evento semelhante, na região de Donbass, a comunicação social ocidental não teria nenhuma dúvida de que se trataria de uma execução encomendada por Putin. E, por esta altura, já teriam sido feitas inúmeras vigílias em todas as capitais ocidentais a homenagear a vítima, daquelas com velinhas, flores e muito choro à mistura. Teríamos assistido à exigência - por parte de todos os jornalistas ocidentais – do respeito pela liberdade de imprensa e, todos eles a decretarem que se tratava de mais um crime de guerra perpetrado pelos russos e a exigir a cabeça de Putin. Mas a realidade não é essa. A realidade é outra coisa e cheira a Naftali(na).