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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Ser professor(a) agora é doença, pior que o cancro ou a diabetes

A Direcção-Geral da Saúde e o Governo anunciaram que os “docentes e não docentes de escolas públicas e privadas” passam a estar incluídos no grupo prioritário de vacinação, ou seja, incluídos na Fase 1 do Plano de Vacinação contra a Covid-19.

Só para que se recorde, pessoas com diabetes (uma das patologias de base que mais contribui para a evolução grave da Covid-19), pessoas com cancro, doentes renais, doentes hepáticos, hipertensos e obesos só entram na Fase 2 do Plano de Vacinação contra a Covid-19.

Portanto, para as autoridades da saúde, ser professor é uma situação de vida mais grave e arriscada do que padecer de qualquer uma das doenças que referi no parágrafo anterior. E apenas citei as que foram incluídas no Plano pelas autoridades da saúde, pois muitas outras – também elas graves – ficaram de fora. No âmbito da Covid-19, ser professor (os não docentes só aparecem por arrasto) é pior do que estar doente e, simultaneamente, um enorme privilégio.

Quão néscio é preciso ser-se para considerar que professores e pessoal não docente constituem uma população de risco acrescido?

Pior ainda é constatar que aqueles que o consideram são os mesmos que sempre disseram que as escolas são os locais mais seguros do mundo, face ao perigo da propagação e risco de contágio da Covid-19.

Já agora aproveito para vincar que, neste momento, mais de metade da população com mais de 80 anos ainda nem sequer foi vacinada.