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Sporting com medo de falar

O Sporting anunciou um “blackout”, pelo que não participará nas conferências de imprensa dos dois jogos frente ao Desportivo de Chaves, o primeiro este Sábado, a contar para o campeonato e o segundo na próxima Terça-feira, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.

 

O Sporting justificou esta decisão com o facto de se sentir “desrespeitado por parte de algumas instâncias que regulam o futebol português”. O Sporting acrescentou que voltará a falar antes do jogo com o Marítimo, a realizar-se no dia 21 de Janeiro. Ou seja, o ressentimento leonino para com as instâncias que regulam o futebol é intenso, mas de curta duração.

 

A verdade é que o Sporting não quer falar porque tem medo. Algo verdadeiramente espantoso para quem anda sempre com a língua afiada. O Sporting sabe que nestes dois jogos com o Chaves está em disputa a salvação do que resta da época. O Sporting está a 8 pontos do primeiro classificado, o Benfica, e se as contas para o campeonato já estão muito difíceis, caso não vença este Sábado em Chaves, estará definitivamente fora da luta pelo título. E, já na Terça-feira, o Sporting jogará a continuidade na luta pela Taça de Portugal, a única competição com que ainda pode sonhar. Portanto, nestes dois jogos em Chaves está a "chave" para o que resta da época do Sporting. A tensão é tanta, e o medo é ainda maior, que o Sporting não se sente capaz de enfrentar as câmaras e as perguntas incómodas.

 

Mas há mais. Já todos sabemos que o Sporting foi buscar a Setúbal os dois jogadores que lhe havia emprestado, Gauld e Geraldes, isto no mesmo dia em que foram eliminados (pelo Setúbal) da Taça da Liga. E foi buscá-los porquê? Porque precisa deles no seu plantel? Não, nada disso. Precisa deles para tentar seduzir o Desportivo de Chaves com um hipotético empréstimo de ambos. Consta que os jogadores já estão em Chaves, porque o Sporting não brinca nesta matéria, é um clube que gosta de negociar com o produto à vista. Se o Chaves se “portar bem” nestes dois jogos, coisa que o Setúbal não foi capaz, talvez tenha como prémio o empréstimo dos referidos jogadores. É também por esta razão que o Sporting tem medo de falar.

 

É lamentável, mas pouco surpreendente, que o Sporting recorra a este tipo de comportamentos perversos que contaminam a ética desportiva. É também anedótico que Bruno de Carvalho recorra ao subterfúgio do “blackout”, esse estratagema inoperante e muito popularizado no século passado.

 

Indecente e patético.