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Contrário

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Subir não quer subir salário mínimo

O líder da equipa do FMI, que tanto tem explorado as debilidades portuguesas, chama-se Subir Lall. E qual o interesse no nome deste senhor? É que o seu nome quase nunca faz justiça às medidas que defende.  As principais medidas do FMI e da troika são os cortes. Que tipo de cortes? Cortes sob todas as formas possíveis e imaginárias. E olhem que nesta matéria, e apenas nesta matéria, estes senhores conseguem ser muito criativos.

 

Mas, eis que Portugal, essa nação de gente obediente e de vassalos governantes, consegue colocar um ponto de inversão na tendência troikiana de cortes constantes. E como é que Portugal consegue este grande feito? Simples, bastou falar no aumento do salário mínimo. A troika e o FMI nem querem ouvir falar em aumento de salário mínimo, alegando que a primeira preocupação deverá ser a criação de emprego. O senhor Subir afirma que a subida do salário mínimo dificultaria a situação dos desempregados com baixa qualificação. O que ele parece ignorar é que uma boa parte dos desempregados em Portugal são altamente qualificados e, certamente também ignora que muitos daqueles que têm emprego têm-no de forma muito precária, estando mesmo a auferir o salário mínimo ou pouco mais.

 

A lógica de pensamento económico do senhor Subir e seus compinchas (governo português incluído) é de que quanto menor o salário mínimo, maior a possibilidade de criação de emprego. Eles não chegam a afirmar, mas eu posso garantir-vos que ouço bem o seu pensamento a gritar que o ideal era pôr as pessoas a trabalhar sem ganhar nada, pelo menos durante uns tempos e, aí sim, o desemprego diminuiria.

 

Para terminar, resta apenas referir que não há dúvidas do quanto esta gente percebe sobre criação de emprego, vejam-se os valores das taxas de desemprego dos países intervencionados. Ó senhor Subir! Queira fazer o favor de fazer jus ao seu nome, quando voltar a falar de salário mínimo!

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