Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Terá Costa declarado o estado de senilidade na sua cabeça? É isso que parece…

Costa disse que “quer um confinamento que afecte o mínimo possível a vida das pessoas”. Como será que ele vislumbra essa possibilidade? E como pode sequer pensar que um confinamento que não afecte muito a vida das pessoas pode trazer qualquer efeito positivo na redução das cadeias de contágio? Costa também disse que “há especialistas [da saúde] para todos os gostos”. Supõe-se que ele só ouça aqueles de quem gosta. Costa diz que “as pessoas têm memória curta”, no que aos desmandos natalícios diz respeito, quando ele é que já se esqueceu de que foi ele próprio que, sem qualquer necessidade, reduziu as restrições e fomentou os ajuntamentos.

António Costa, qual manobrador da verdade, disse que as escolas nunca estiveram impedidas de fechar, já que os agrupamentos poderiam decidir encerrar se fossem detectados surtos. Mais uma tremenda MENTIRA. As escolas não têm autonomia para tomar essa decisão. É apenas Costa a sacudir a água do capote, uma vez mais. Se as escolas tivessem esse poder de decisão seria porque o governo assim o permitiria e, nesse caso, o senhor Primeiro-ministro teria de estender esse tipo de decisão aos restaurantes, cafés e outro tipo de estabelecimentos comerciais que ele decidiu encerrar. Se fosse coerente, deixaria ao encargo de cada empresário da restauração a responsabilidade de tomar a decisão de encerrar o estabelecimento, no caso de se detectar algum surto.

É ainda mais lamentável que António Costa não seja capaz de fazer um pedido de desculpas sincero e mais do que devido ao país. E um pedido de desculpas é pouco. António Costa tem tido uma falsa postura de assunção de culpas pelo seu discurso e decisões tomadas em relação ao Natal, sempre muito contrafeito e revelando total incómodo quando confrontado com essa situação. Costa não tem vergonha de dizer que pode “assegurar que nas circunstâncias em que estamos hoje, nenhum de nós tinha defendido aquelas medidas”. Fiquei mesmo desapontado, porque só agora percebi que António Costa não lê o meu blog, algo que só lhe fazia bem. Portanto, não passou pela cabeça do Primeiro-ministro que isto iria acontecer. Mas que falta de visão e percepção para quem desempenha um cargo com tamanha responsabilidade.

Vai ainda mais longe e afirma que “se a culpa foi minha, ofereço-me ao sacrifício”. Qual sacrifício, senhor Primeiro-ministro?