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"The speed of science" e os "trolls" avençados

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A responsável pela Pfizer numa audiência no Parlamento Europeu disse que a vacina da Pfizer contra a Covid-19 nunca foi testada no sentido de aferir se conseguiria parar a transmissão do vírus. É a Pfizer quem o garante, agora, depois de alguns “chalupas anti-vacinas” o terem dito, há muitos meses. Portanto, até a própria Pfizer já admitiu que, aquando da introdução da vacina no mercado, não havia nenhuma evidência científica de que a mesma fizesse parar a transmissão. Assim de repente, não sei se alguém quer relacionar as afirmações da alta responsável da Pfizer com os passaportes ou certificados de vacinação COVID, ou seja, a obrigatoriedade de se estar vacinado para poder participar em muitas actividades sociais e, nalguns casos, até mesmo para trabalhar. Os governos e a comunicação social chamaram as pessoas que optaram por não vacinar de irresponsáveis, de anti-sociais, de egoístas, de más pessoas, apenas porque elas estavam certas em relação ao facto de que a vacina não impedia os contágios.

A senhora Small da Pfizer alegou que não havia tempo e que a Pfizer agiu de acordo com o princípio “the speed of science”. “The speed of science”? Mas o que raio significa isso? Eu sei que em português significa “a rapidez da ciência”, mas a questão fulcral é mesmo essa – a ciência é tudo menos rápida. A ciência é um processo lento e que exige uma morosa passagem por várias fases do processo científico. Não é preciso ser um cientista para saber que a ciência é tudo menos rápida. Infelizmente é assim. Normalmente, a carruagem só chega primeiro que os cavalos ao fundo do precipício.

Aquilo que está à vista de todos – mas que a maioria das pessoas ainda recusa enxergar porque, como agora é moda dizer-se, não querem perder a face – é que, para a indústria farmacêutica, “speed of science” significa, em bom português, “rapidez em realizar contratos bilionários com os Estados”. Agora, vem a outra parte. A mais gritante e que tem a ver com a postura dos governantes desses Estados. A pergunta que ainda continua sem qualquer resposta é: Em que evidência científica se basearam para impor os certificados de vacinação COVID? E que em algumas paragens ainda se encontram em vigor, por exemplo, nesse bastião da democracia moderna que é os EUA. Baseado em que evidência científica, milhões de pessoas se viram “forçadas” a tomar a vacinar?

Esta situação é extremamente grave e constitui o maior escândalo da “ciência” e das democracias modernas. Basta recordar as imposições que foram implementadas pelo poder político, as obrigatoriedades impostas à população e a brutal campanha de discriminação, silenciamento e perseguição a pessoas que estavam absolutamente certas. E, salientemos que, no meio de toda esta turbulência social, a Pfizer manteve-se calada, mesmo sabendo desde o início que não havia nenhuma evidência científica que sustentasse a ideia de que as vacinas impediam os contágios e, consequentemente, que sustentasse as medidas impostas pelos muitos governos em todo o mundo.

E agora que a “ciência” admitiu aquilo que muitos se aperceberam, logo que os dados reais assim o demonstraram, são muitos mais aqueles que, na altura, erguiam as vozes para gritar “sigam a ciência”, “proíbam os não vacinados de aceder aos serviços públicos de saúde”, e se tiverem mesmo que o fazer, “que paguem bem caro, pois é o preço do seu egoísmo e estupidez”, “proíbam-nos de ir a restaurantes, a bares, a hotéis”, “proíbam-nos de viajar”… Sim, foi isto – e coisas piores - que se ouviram diariamente durante mais de um ano, em TODA a comunicação social. E esses que na altura vociferam estas aleivosias, são os mesmos que agora - no momento em que a “ciência” em que eles tanto acreditaram veio confirmar o óbvio – fazem de conta que não se passou nem se passa nada, que não devem nada a ninguém, nem mesmo à sua consciência, ou então, dizem que na altura era essa a “verdade”.

Alguns desses que mais incentivaram a discriminação, perseguição e apartheid das pessoas não vacinadas começam a aparecer em público a tentar reescrever a história, dizendo coisas do tipo: “na altura acreditava-se que as vacinas impediam o contágio”. Como assim acreditava-se? Baseado em que evidência científica? Tanto não era uma verdade absoluta, que houve quem alertasse para esse facto e o tivesse demonstrado imediata e inequivocamente. Portanto, baseados em que evidência científica acreditaram nessa tremenda patranha?

Evidentemente baseados em tretas e imbuídos de um espírito autoritário, apenas isso. Na altura em que as vacinas começaram a ser administradas, não havia um único estudo que corroborasse a ideia de que as vacinas poderiam impedir o contágio. Todos os estudos à data incidiam apenas sobre a eficácia da vacina contra a manifestação mais grave da doença. Portanto, ninguém poderia sequer sugerir que as vacinas contra a Covid-19 impediam o contágio e, pouco tempo após a administração das mesmas percebeu-se – com dados inequívocos – que as vacinas não impediam mesmo o contágio. E, ainda assim, continuou-se a sustentar a mentira inicial e a silenciar e crucificar todos quantos ousassem criticar as decisões políticas e de saúde.

Portanto, políticos e comunicação social assumiram que por se tratar de uma “vacina”, então estava garantido que a mesma iria impedir os contágios. Quão estúpido é preciso ser-se para assumir algo como uma verdade absoluta, quando isso nem sequer chegou a ser considerado na super-rápida fase de testes?

Em Junho de 2021, um estudo israelita já dava conta de que os dados reais pós-vacinação comprovavam que as vacinas não impediam o contágio. Israel foi um dos primeiros países a iniciar o processo de vacinação e a vacinar uma larga maioria da população em tão pouco tempo.

E mesmo com todas as evidências bem na frente dos olhos, a obrigatoriedade de tomar a vacina manteve-se em muitas situações e em muitos países, sendo que os certificados de vacinação COVID se mantiveram em quase todos os países, incluindo Portugal, por muito tempo. Nalguns países ainda estão em vigor, pelo menos para determinadas situações.

Os pacóvios que andaram pelos corredores do poder político e da comunicação social a propagar tamanha campanha de desinformação e que tanto fomentaram a implementação de leis profundamente discriminatórias e desumanas, não têm qualquer margem para se isentarem de culpas nesta matéria. Podem vir – novamente em bando e perfeita sintonia – gritar aos sete ventos que na altura disseram e fizeram o que lhes pareceu correcto, mas nunca vão conseguir apagar a vergonha dos seus actos. Eles sabiam exactamente o que estavam a dizer, o que estavam a fazer e ao serviço de quem – de quem lhes paga. É gente que não merece perdão e que deveria ser colocada no lugar onde pertence.

Quantos políticos? Quantos especialistas da área da saúde? Quantos jornalistas? Quantos comentadores? Quantos deles propagaram insanidades acerca da eficácia das vacinas? E quantos deles terão um resquício de dignidade para apresentar as devidas desculpas pela forma como actuaram e para assumir as consequências dos seus actos sabujos e imundos? 

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