Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

RAPIDINHA

Tudo em todo o lado ao mesmo tempo

Infelizmente não se trata de um filme

excesso_mortalidade.jpg

Durante todo o ano de 2022 verificou-se um enorme aumento da mortalidade em vários países. Recordemos que, no decorrer desse período, a variante do vírus SARS-CoV-2 prevalecente foi a Ómicron, cuja severidade e taxa de mortalidade são consideravelmente baixas.

Portanto, as percentagens de excesso de mortalidade verificadas em todo o ano de 2022 são extremamente preocupantes, quer pelos valores registados, quer pelo facto de não haver nenhuma explicação da parte das entidades responsáveis. Por exemplo, na Alemanha verificou-se um valor de mortalidade 43% acima do valor previsto, 36% nos Países Baixos, 30% na Dinamarca, 28% na Noruega, 25% em França e em Taiwan. São valores absolutamente inacreditáveis. Em Inglaterra o excesso verificado foi de 20%, algo que representa 60.000 mortes a mais do que seria expectável. 60.000 mil mortes a mais. Notem que se trata de um número bem mais elevado do que o número das vítimas da tragédia que se abateu recentemente sobre a Turquia e a Síria. Não quero com esta comparação desvalorizar o peso da catástrofe que estes dois países atravessam neste momento, aquilo que pretendo é salientar o facto de que estão a morrer muitíssimas mais pessoas, de todas as faixas etárias, praticamente em todos os países desenvolvidos, no mesmo período de tempo e não há nenhuma explicação a ser dada.

Em Portugal, o valor de excesso de mortalidade registado (6%) é consideravelmente inferior à maioria dos países, ainda assim, não podemos deixar de nos preocuparmos e de questionar as entidades responsáveis sobre o acréscimo de mortalidade verificada.

Como é possível que as autoridades da saúde permaneçam em completo silêncio perante números tão catastróficos? Como é possível que as autoridades políticas não demonstrem qualquer preocupação com esta desbastação de vidas humanas? E como é possível que a comunicação social – que adora explorar a desgraça – não se atreva a questionar aqueles que devem ser questionados?

O que ganham todas estas entidades com o silenciamento de tamanha calamidade?