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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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União Europeia do Bancos

Dizem por aí que o Banif foi vendido ao Santander por 150 milhões de euros. Na verdade, só uma parte do Banif é que foi vendida ao Santander – a parte boa. A má, essa fica para os contribuintes pagarem, tal como foi feito em situações anteriores (ex: BPN, BES).

 

Como é possível o Estado vender a parte boa de um banco que é seu, por meia dúzia de tostões e assumir a responsabilidade de tudo o que é mau e que representa, ao que para já se sabe, para cima de 3 mil milhões euros? Ou seja, o Estado “decide” alienar a parte boa de um banco, a única capaz de gerar proveitos por 150 milhões de euros e, ao mesmo tempo, assume toda a parte má que será de milhares de milhões de euros. Alguém consegue perceber um negócio destes?

 

É óbvio que não. Já que é o Estado (os contribuintes) quem vai assumir todos os prejuízos, então porquê vender a parte que dá lucro? Além disso, o banco já pertencia ao Estado português. Seria assim tão descabido integrar a parte boa na Caixa Geral de Depósitos? Ou então manter a insígnia Banif.

 

Ninguém compreende isto. E a única razão pela qual o negócio decorreu nestes moldes é o facto da União Europeia exigir ao Estado português que venda o banco. As instituições europeias não permitiram outra solução, pelo que o governo português não teve alternativa. As instituições europeias obrigam que sejam os contribuintes portugueses a pagar pelos prejuízos causados pela má gestão privada num banco e que aquilo que sobrar de bom desse banco continue na mão de privados. Vejam bem, as instituições europeias até estão dispostas a permitir que Portugal apresente um défice superior a 3%, porque quando se trata de salvar bancos o défice já não interessa para nada.

 

Acho que se torna cada vez mais evidente a necessidade de referendar a União Económica e Monetária e, em última instância, a própria União Europeia, já que a mesma se tem mostrado profundamente incompetente em satisfazer e defender os interesses das populações.

 

Esta não é a União Europeia das Pessoas, é a União Europeia dos Bancos.

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