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Contrário

oposto | discordante | inverso | reverso | avesso | antagónico | contra | vice-versa

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Vale a pena mentir?

Oh! Se vale. Valeu muito em 2011 e, para alguns, continua a valer. A julgar pelo eco feito nos órgãos de comunicação social, Passos Coelho "venceu" o segundo debate com António Costa, transmitido nas rádios Antena 1, TSF e Renascença. E não é que sai logo uma sondagem a beneficiar a coligação? É pá... que coisa tão bem montada...

 

Eu gostaria que me explicassem como é que um candidato a primeiro-ministro que, por sinal, ainda é o actual primeiro-ministro, não tendo uma única ideia para apresentar ao país para os próximos quatro anos, que centra a discussão de um debate político nas ideias da oposição e, acima de tudo, que mente compulsivamente pode vencer um debate. Alguém que me explique se faz favor. Talvez António Costa não tenha estado tão bem como esteve no primeiro debate, mas isso não significa que Passos tenha vencido. Ou será que perder por menor diferença significa ganhar?

 

Mas, a questão central não deveria ser quem venceu ou perdeu o debate, porque os debates não deveriam encerrar em si mesmos um espaço para vitórias ou derrotas, mas sim para esclarecer os eleitores e ajudá-los a decidir o seu sentido de voto.

 

Para mim, o que mais uma vez ficou evidente nesse debate foi o facto de Passos Coelho não ter uma única ideia para o país, continuar a refugiar-se na confrontação das ideias do Partido Socialista (A vocação do PSD para ser oposição) e mentir obsessivamente. É impressionante a forma como este indivíduo é capaz de mentir ao país, como se estivesse a dar lições de moral. É incrível como António Costa não foi capaz de o desmentir categoricamente. E é ainda mais impressionante ver a comunicação social deixar passar tudo isto em claro. A senhora da Renascença, do alto da sua inquestionável isenção política, tentou apertar Costa até ao limite incorporando na perfeição o espírito de contestar as ideias da oposição, mas deixou passar em claro todas as mentiras de Passos Coelho. Eu nem quero imaginar como se comportariam os senhores jornalistas, caso fosse José Sócrates a enfiar as patranhas que Passos Coelho enfia nos ingénuos todos os dias.

 

Aqui ficam, para a posteridade, algumas das descaradas mentiras que Passos enfiou no debate e que passaram pelos pingos das chuva:

 

- Passos disse que conhece muitas famílias que pagam menos impostos em Portugal. Só se for os amigos dele, tal como apontou Costa, que devem fugir às responsabilidades para com o Estado, tal como ele o fez.

- Passos diz que foi o seu governo que implementou os 12 anos de escolaridade obrigatória. Temos pena, mas isso foi feito por José Sócrates. Eu percebo que Passos tenha a tendência de se confundir com o seu ídolo, isso é normal em indivíduos que padecem de psicopatologias.

- Passos afirmou que aplicou o recurso ao complemento solidário para idosos. Pois! Não foi não. Mais uma vez, foi Sócrates que implementou esta medida. Eu percebo que Passos gostaria de ter tido essa ideia, principalmente agora em tempo de eleições, mas não foi.

- Passos disse que 2/3 dos estagiários assinaram contrato de emprego no final do estágio. Mentira! Nem um 1/3 conseguiu essa proeza.

- Passos disse que o seu governo sempre cumpriu as metas do défice. Bem, não sei se me rio ou se choro... Passos não conseguiu cumprir as metas do défice uma única vez. Essa é que é a verdade.

- Passos disse que os portugueses têm agora maiores benefícios no acesso à educação e à habitação. Talvez sejam "os tais seus amigos que pagam menos impostos" que, no caso da educação, vão passar a beneficiar (no sector privado) de mais 140 milhões de euros sacados ao povo e oferecidos pelo amigo Passos. Ninguém interna este senhor?

 

Mas Passos Coelho não é mentiroso apenas nos debates. É mentiroso também nas entrevistas, é mentiroso nos comícios, é mentiroso na Assembleia da República, é mentiroso nas declarações à Segurança Social, é mentiroso nas ruas... é mentiroso! Certamente também se lembram daquela cena perante uma senhora na rua, dizendo-lhe que ela não tinha perdido rendimentos e que ganhava agora o mesmo que há quatro anos. Enfim, ele está mesmo convencido de que se continuar a falar com aquela cara de "Becas da Rua Sésamo" e com aquela colocação de voz, que vai continuar a persuadir o povinho.

 

É um facto que António Costa deveria ter sido capaz de desmentir tudo na hora, e não foi. Mas é inaceitável que esta comunicação social continue a comportar-se de forma tão tendenciosa e comprometida com este governo.

 

2 comentários

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    Português

    20.09.15

    Um é mentiroso, o outro um lunático, mas, que Passos Coelho disse muita mentira, isso é inegável.
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