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RAPIDINHA

Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino.

Viva a Democracia ocidental

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A ministra dos negócios estrangeiros da Alemanha (Annalena Baerbock) disse: "Eu porei a Ucrânia em primeiro lugar, independentemente daquilo que os eleitores alemães pensem ou o quão difícil sejam as suas vidas". É isto a que chamam de “democracia ocidental”? Que tipo de democracia é esta em que um(a) governante diz, alto e bom som, “eu não quero saber o que os eleitores pensam”

Estas afirmações de Annalena Baerbock não são diferentes daquilo que têm dito os demais governantes europeus. Por exemplo, Macron disse – mergulhado no conforto do palácio presidencial - que “os tempos da abundância acabaram” na Europa e que “todos teremos que fazer sacrifícios”. Bem, eu não sei o que é viver em abundância, mas sei muito bem que aquele “todos” que o senhor Macron proferiu significa, apenas e só, o povo que trabalha.

Os governantes ocidentais estão comprometidos com quem? Com a indústria de armamento? Com as gigantes energéticas? Ou com quem os elegeu?

Portanto, passou a ser normal no mundo ocidental que os políticos de um país coloquem os interesses de outro país, acima dos interesses da sua própria população. E não me venham com as tretas do costume, de que estão a salvaguardar os interesses do povo ucraniano, porque nem isso está a acontecer. A situação na Ucrânia está cada vez pior para a sua população, que vê as suas vidas deteriorarem-se cada vez mais. Se o interesse maior dos governantes ocidentais fosse o povo ucraniano, pelo menos uma única tentativa de encontrar uma solução diplomática para o conflito já teria sido encetada. Em mais de seis meses, quantas abordagens concretas pela paz foram feitas pelos governantes ocidentais? Quantas vezes Biden tentou falar com Putin? A resposta é zero. Nicles. Aquilo a que nós assistimos é ao aumento da crispação, do clima de ameaça e do incremento do negócio das armas. Vemos também o aumento das sanções económicas que só contribuem para aumentar o custo de vida das populações ocidentais, para a degradação das suas vidas e respectivo empobrecimento e, como não poderia deixar de ser, para uma maior concentração de riqueza nas manápulas do costume.

E para tapar o sol com a peneira, os governantes ocidentais estão a aprovar pacotes de ajuda financeira às populações, ou seja, uns trocos atirados à ralé para que estes continuem a comer calados a narrativa falaciosa contida nos seus discursos putrefactos.

E, resumindo os seus repulsivos discursos, a principal mensagem a reter dos democráticos governantes europeus é: “Os próximos tempos serão muito difíceis para vocês, o Inverno será muito duro e alguns de vós até poderão não resistir, mas esse é um sacrifício que nós estamos dispostos a assumir. Em nome da Democracia”

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